Redenção e não Rendição

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Por Waldir José Remedio.

Em meu último artigo tive a oportunidade de vaticinar e eleger 2016 como o ano de redenção para o nosso país, pelo menos no âmbito político e econômico, já que sabemos ser imperiosa uma série de modificações e reformas por que temos de passar nessas áreas essenciais.

Não será preciso dizer por onde começar, mas na cabeça de todos nós brasileiros paira um sentimento de que alguma coisa tem de ser feita e a pergunta mais frequente é se conseguiremos.

As mais brilhantes cabeças têm se debruçado sobre isso, em análises, de todo tipo, tentando encontrar o caminho para tanto e, com justificável razão, discutir e propor a melhor maneira de sairmos desse enrosco.

Não só está difícil como, também, há um sem número de objeções que se antepõem ao que parece ser melhor para o país, porém já se sabe que ficar como está não é possível.

Tenho comigo a convicção de que, por melhores que sejam as intenções, sempre vamos esbarrar em interesses pessoais impeditivos da implementação de uma solução adequada.

Aliás, foi sempre assim.

Em verdade, nessa mescla de opiniões do que seria melhor, há também de ser observado que não se nota uma visão de longo prazo quando se procura uma solução e as ações e reações encetadas têm se concentrado em resolver, sempre, os problemas mais recentes.

Veja-se agora, por exemplo, essa minirreforma política, válida para este ano, com a introdução de praticamente quase nada e sem muito efeito, num imediatismo que marca claramente essa questão.
Será preciso uma mexida e tanto e propostas não faltam e como disse em entrevista o ministro Dias Tófoli do STF (Supremo Tribunal Federal) “o Brasil é um país atolado que precisa olhar para a frente e deixar o século XIX” … pois “quanto mais se criam regras (há) mais burocracia… quanto mais burocracia mais chances ao jeitinho, às possibilidades de corrupção, às maneiras de tentar obter desvios para obter facilidades” (Revista Consultor Jurídico, de 13/12/2015).

Quanta verdade…

Aliás, para melhor desenvolver-se uma reforma deveríamos nos espelhar no ensinamento de Confúcio, o grande filósofo chinês, que sabiamente dizia que “se você planeja por um ano semeie milho, se para dez anos plante uma árvore, mas se por cem anos eduque as pessoas”.

Sem aduzir a outros mais ensinamentos e/ou sugestões é fácil concluir que se faz necessária uma mudança, algo assim diferente, mais eclético e eficaz, que possa mexer com nossas estruturas, para que com isso não se confunda redenção com rendição.

Ano XI – Edição nº 582
Araras, 24 de Janeiro de 2016

 

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