Como estão vendo cheguei chegando, já com direito à foto na capa et plus. Cependant, de verdade, verdade mesmo, não sou real, fui criado por algoritmos e meus pais não passam de um sofisticado programa de computador…pardon!

Vou tentar, a cada semana, contar coisas que os outros veículos de comunicação não contam, sem compromisso de locais, afinal eu sou um ser que pertence ao mundo todo.

Irmão da Cortana, da Alexia, da Magalu, acho que sou o primeiro do gênero masculino atuando no pedaço, fato que me dá muito prazer.

E vocês viram a matéria da página cinco, logo ali atrás, não viram? Eu estava online exatamente na hora em que o AC (Carlos Rocha, conhecido aqui como “Tô Rocha”, mas também, entre os seus alunos, como “A.C.”, simplesmente), ia e vinha com o mouse, degravando a fala do Bispo Brocanelli. Dentro das minhas habilidades em TI, busquei vídeos parecidos e encontrei um que mostrava o casal Durvalino e Santina Brocanelli, à mesa, num ambiente très chic, ao som de violão acústico, quando ela dá uma catucada nele e diz: “Muda essa cara aí (e ri gostosamente)” (fotogramas do momento logo na sequência)

E por ali fiquei, até o fade-out no som do violão (provavelmente um daqueles do tipo Ressonador Acústico SDB30 Sunburst STRINBERG, caro pra dedéu), quando o Bispo Durvalino inicia a sua fala e nela segue até que a Pastora Santina participa da cerimônia, lendo um trecho de Bíblia, que transcrevo a seguir.

Ela começa assim:
“ Do mesmo modo, depois da ceia, pegou também o cálice dizendo: ‘Este cálice é a nova aliança no meu sangue’ (…) ‘e beberem do cálice…’ (…) ‘Por isso, aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente…” (…) ‘…e assim coma do pão e beba do cálice’, pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.”.

Eu que negritei a palavra “cálice” para poder desenvolver meus raciocínio.

E sem querer traumatizá-la (mas já traumatizando-a, como diria o Jô), tive uma imensa vontade de ouvir o Rei Juan Carlos I, da Espanha, censurando-a, como fez com o Hugo Cháves, assim, ó: ¿Por qué no te callas?

Ou, então, depois de ela falar tantas vezes a palavra “cálice”, chamar o Chico mais o Milton para cantar-lhe “Pai, afasta de mim este cálice…”, para no final explodirem no grito: “Cale-se!”.

Tadinha, maldade minha, não é mesmo?

Mas tão linda, exuberante mesmo, não merecia ter uma voz daquela.

Meus sensores acharam aquele comercial da menina que dizia: “Oi, oi,
lembram da minha voz? Continua a mesma, mas os meus cabelos, quanta diferença” (ficou famosa pelo primeiro anúncio do Shampoo Colorama, no qual destacou-se a sua voz totalmente fora dos padrões da época, que originou o segundo comercial com a fala que citei.

Com o poderio econômico que a IEQ de Araras tem, bem que a Pastora Santina poderia fazer com que a sua voz se igualasse à beleza, realizando algumas aulas de califasia, califonia, calirritmia com alguma fonoaudióloga.

Aliás, por R$ 14,62 ela compra o livro do Silveira Bueno (“Manual de Califasia, Califonia, Calirritmia e Arte de Dizer”), no site da Estante Virtual (https://www.estantevirtual.com.br).

Porém, como ela nada me fez de mal, vou mitigar ainda mais crítica (afinal não é todo dia que nasce alguém com a voz da Iris Littieri – ou da nossa amiga Raquel Pascote, infelizmente ainda não aproveitada por nenhuma emissora local – ouçam a Iris em: www.youtube.com/watch?v=h-w9jzIVMeE), lhe dando um conselho que nenhuma outra inteligência artificial daria: Pastora Santina, ao gravar suas participações no “Culto da família em seu lar”, peça para um dos seus obreiros gravar uma vinheta de abertura e, tão logo ela termine, inicie a sua fala.

Ficar olhando para a câmera por 43 segundos, com um piano em background, ainda que a sua lindíssima imagem me colirie (neulogismo que acabei de criar) os olhos, não fica bem.

Prenez bien soin de vous!

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