Uma vez mais Brocanelli é pego com a boca na botija

A semana passada mostramos aqui, neste mesmo espaço, a manifestação deste ser que se julga dono da vontade de D’us, sendo que um bando de pobres almas crê que ele realmente assim seja, vez que temem as pragas que saem aos borbotões da sua boca, contra os que se põem contrários aos seus interesses.

Trata-se, como dissemos, de um mitômano de marca maior, cujas sandices só são possíveis em razão do disposto no artigo 5º, inciso VI, da nossa Constituição.

Assim não fosse, já teria sido preso por charlatanismo e outras ofensas mais.

Na citada edição transcrevemos um trecho de uma manifestação dele, feita na tentativa de tentar convencer os incautos de que a igreja dele (sim, dele, já que personifica a igreja aqui) não se envolve em política.

E lá provamos, por A + B, a falácia despejada em boca-mole.

Não satisfeito com o tapa nos beiços, essa semana voltou a utilizar a emissora que tomou da igreja na mão-grande (provas infindáveis dão conta de que ele arrecadou dinheiro para comprar a rádio para a igreja, mas, na calada da noite, colocou a mesma em seu nome e em nome da sua esposa Santina Bufollin Brocanelli, sendo que nenhum dos integrantes da igreja insurgiu-se contra a pedalada, por pura covardia), para dizer mais barbaridades.

Vejam quais:

“Eu quero passar uma ‘information’ aqui, a respeito de uma pessoa, membro da igreja, e… pela primeira vez, em 52 anos de ministério, que a pessoa veio com uma carta pedindo desligamento e pediu pra eu assinar, isto é, ele quis protocolizar o desligamento da igreja.

Chegou na igreja era menininho, batizou, nunca deu problema até agora, pra mim e para a igreja, nunca deu problema, mas ele pediu desligamento da igreja. Não estou falando mal dele, porque eu penso é – só se eu estou enganado – eu penso que até ajudaria no que ele quer.

Trata-se de Mário Corrochel Neto, o conhecido Bonezinho. Ele se desligou da igreja. Certa… ele tem um sonho, é um menino bom, um menino inteligente, preparado pra isso, o sonho dele é ser prefeito.

E… talvez, na cabeça dele, por ser evangélico, talvez viesse a atrapalhar. Eu não sei se seria isso ou se é outra coisa.

Eu atendi, conversamos, fiz uma oração retirando a minha autoridade espiritual sobre ele, não houve briga, não houve nada. Mas ele se desligou da igreja. Há muitos anos, um político falou assim: ‘Enquanto você for membro da Quadrangular você nunca será prefeito de Araras’.

Ele disse que não é por isso que ele está saindo da igreja. Mas veja que, na última eleição, por ele ser membro da igreja, eu fui considerado por políticos sem nível, como um bandido. ‘Olha quem está por trás dele’, seria eu! Ele não veio pedir pra mim para ser candidato a prefeito.

Eu nunca dei apoio direto pra um candidato a prefeito. Eu nunca também tive interesse em ter um prefeito membro da igreja ou eleger um prefeito. Nunca fiz negociata, nunca firme pacto com nenhum prefeito.

Aquele que é eleito, aquele é o prefeito e eu tenho obrigação de orar por ele todos os dias”.

“Mas, então, ficou muito ruim, porque, olha, existe assim: a política da construção e a política da desconstrução.

O que é a política da construção? Na ocasião em que ele foi candidato, ele falou tudo o que ele queria fazer, ele não falou mal de ninguém.

Mas, do outro lado, para eleger o atual prefeito, que não foi o atual prefeito, foi alguém que estava por trás… falou mal de mim, falou mal da minha família, mas inventou tanta mentira.

Esta é a política da desconstrução. Não apresentar o que eu sou, o que eu vou fazer, mas falar mal do adversário.

E o povo é simples, o povo acredita, né?

Aaaaa,,,, minha esposa, a pastora Santina ia ocupar um cargo; o pastor Fernando ia ocupar um cargo; o meu filho ia ocupar um cargo, a outra filha ia ocupar um cargo… num sei quantas pessoas! Tudo mentira. E até as pessoas da igreja acreditaram. ‘Ah, mas assim…’, é porque eu quero mandar…

Olha, ontem, por volta das 18:15 eu tava com uma pessoa e falou assim: ‘Pastor, os pastores das igrejas aí, principalmente das igrejas pequenas, estão achando que as igrejas não voltam aos cultos presenciais porque o senhor não deixa!”.

Mas, péra aí: o que que tenho a ver com isto?

Mas, naquela ocasião em que o vereador fez uma postagem, na mesma hora eu tive que passar um vídeo contrariando, e depois.. não, um áudio, e depois fiz um vídeo. Porque… a turma já tava caindo de pau em cima de mim. Eu não me envolvo com nada disso, mas aqui tudo o que acontece, sou eu.

Então ontem a pessoa falou: ‘Olha, pastor, tá correndo aí que o senhor é culpado, que o senhor não deixa o prefeito…”.

Mas, péra! Eu mando no prefeito? Pela vontade do prefeito eu penso que já taria funcionando. E aliás, o Sergio, você tem dado notícia aqui, acho que ele liberou? Eeee… éééé… e parece que a Justiça tirou lá atrás, não foi isso? Então… o prefeito, ontem, ooo… pesquisei, assim que a pessoa me falou, na região… olha… quase todas as cidades, não estão em funcionamento. Todos eles me passaram informação.

Eu até trouxe o celular, mas não dá tempo pra ler um por um. Então, eu quero dizer o seguinte, que Mario Corrochel Neto, cognominado Bonezinho, não é mais membro da igreja,

E… se nós tivéssemos cultos presenciais eu avisava a igreja na ceia. Mas, não tamos tendo culto, eu penso que ele não acha ruim.

Eeeeu… uma vez que eu assinei o desligamento dele, eu penso até que ele mostra, se a pessoa: ‘Ah, não acredito’, olha aqui, o pastor assinou o meu desligamento.

Então, eu não tô falando mal dele, um menino bom, nunca fez mal para ninguém, mas ele tem os sonhos dele.”

Ora, trata-se de uma fala enganosa (e desconexa), eivada de pegadinhas, na qual o uso do morde-e-assopra é feito à mancheias.

O início é hilário: sem saber o significado do surrado “The book is on the table”, saiu dizendo que queria passar uma “information”.

Dissesse que seria uma “enrrolation” para transmitir uma “enganation” misturada com “embromation”, teria sido sincero pelo menos uma vez na vida.

But, pay atention no morde e assopra da “information”.

Assoprando: “…ele tem um sonho, é um menino bom, um menino inteligente, preparado pra isso, o sonho dele é ser prefeito”.

Mordendo: “E… talvez, na cabeça dele, por ser evangélico, talvez viesse a atrapalhar. Eu não sei se seria isso ou se é outra coisa”.

Assoprando: “Chegou na igreja era menininho, batizou, nunca deu problema até agora, pra mim e para a igreja, nunca deu problema,…”

Mordendo: “…mas ele pediu desligamento da igreja. Não estou falando mal dele, porque eu penso é – só se eu estou enganado – eu penso que até ajudaria no que ele quer”.

Assoprando e dando uma de D’us: “Eu atendi, conversamos, fiz uma oração retirando a minha autoridade espiritual sobre ele, não houve briga, não houve nada.

Mordendo: “Mas ele se desligou da igreja. Há muitos anos, um político falou assim: ‘Enquanto você for membro da Quadrangular você nunca será prefeito de Araras’”

Abrimos aqui um necessário parêntese: quando Brocanelli diz “fiz uma oração retirando a minha autoridade espiritual sobre ele”, confessa o charlatanismo.

Ninguém, absolutamente ninguém possui autoridade sobre a espiritualidade de quem quer que seja.

Arvorando-se, então, deste suposto direito, Brocanelli coloca-se como estelionatário que vale-se da ignorância alheia, nos mesmos moldes que fez a igreja católica na Idade Média.

Uma pessoa que desde criança viveu sob tal jugo, seguramente carregou-se do temor reverencial, tipo aquele que temos para com nossos pais. Manejando perigosamente essa ferramenta durante anos no intelecto de uma pessoa, mais que evidente a marionetização.

Assim agindo, Brocanelli tem incutido na cabeça de milhares de pessoas, que ele é o enviado de D’us na Terra, dotado de poderes celestiais, inclusive os inerentes sobre o destino das pessoas, a saber: quem está com ele, terá o bem; quem for contrário, receberá o mal.

Na fala apresentada, está cristalina a intenção, deste ser do mal, em impor a sua vontade.

Carregado de “embromation”, “enrrolation” e “enganation”, ele conseguiu fazer uma fortuna imensa,valendo-se das doações de pessoas simples, daquelas que acreditam que uma pessoa que prega a palavra do Senhor, é do bem. Não, não é. Brocanelli é do mal.

Com tristeza ouvimos na sessão passada, que a família Batistela doou uma área de terras para ele, assim como dezenas de outras famílias o fizeram.

Em tais áreas ele vai construindo novos templos-arapucas para coletar dízimos dos aflitos, enquanto constrói mansões para si e seus filhos.

Mas, como ele mesmo disse: “O povo é simples”; sim, e carente (dizemos nós), iletrado, porque os governos federais (todos, até agora), não moveram uma palha em prol da cultura, pois um povo culto é um povo independente.

Brocanelli e seus iguais não querem ninguém com um mínimo de massa encefálica por perto, pois tais pessoas representam perigo ao império.

E ele é tão cerebral, que não se peja de dizer: “Eu nunca dei apoio direto pra um candidato a prefeito”.

Ora, esta é a confissão do peixe, morrendo pela boca: o apoio nunca foi direto, mas sempre indireto, pois não?

Centenas de pessoas dizem que ele cobra, com raiva, dedicação extrema e cega dos que estão sob a sua “autoridade espiritual”; entretanto, por temerem suas pragas, silenciam.

Resumindo, Brocanelli está aprontando mais uma das suas. A colocação da Deise, do Marcelo, do Beraldi no embornal do prefeito, é mais do que um sinal, é uma provocadora confissão.

Sim, pois, considerando que Bonezinho estaria, em tese, jogado às traças, sem nenhum apoio político, mesmo tendo tido 28.467 votos nas eleições passadas, representando 43,77% dos votos válidos, tem gato nessa tuba.

E o gato que se vê leva um guizo enorme, barulhento, apresentando-se apaixonadamente interessado no suposto desafeto de Brocanelli, Pedrinho Eliseu, como ficou estreme de dúvidas.

Com o prefeito Franco no bolso (vocês viram que o respeito por ele é zero) e com Bonezinho jogado no colo do Pedrinho, aleluia, uia, uia!

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui