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O tempo se encarrega de tudo

“Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz” Ec 3:8

Logo após a inauguração da estação alternativa para tratamento de esgoto da cidade, uma pessoa identificada pelo Facebook como “Marluce Vagner Lima”, postou a seguinte mensagem:

“Eu não tenho palavras pra agradecer a Deus por tudo que Ele tem feito na minha vida! 

Disseram quando eu assumi que o Saema ia ser do Senhor Jesus e como não seria se a minha vida é do Senhor Jesus! Se todos que trabalham NO Saema Araras amam esse lugar!

Tudo que eu faço e na direção do Altíssimo.

Toda honra a Ele”

Pelos dizeres, tudo indica que tal pessoa seja Marluce Natália de Góes Lima, atual presidente da autarquia, até mesmo pela quase homonimia (homonímia).

Tomemos, então, com a devida ressalva, que a internauta e a presidente sejam a mesma pessoa, para notarmos a enorme, a imensa devoção a “Deus”, a ponto de grafar a cega insensatez que, sem dúvida alguma, está enraizada nos porões da mente desta criatura.

Observem com atenção a frase: “Disseram quando eu assumi que o Saema ia ser do Senhor Jesus…”.

Ora, antes o Saema era de quem, do diabo?

Não foi preciso ir muito longe para descobrir as digitais da família Brocanelli impregnadas nos neurônios da Marluce.

Logo abaixo da postagem, no campo destinado aos likes, dislikes, comentários e tudo o mais que o Facebook possibilita aos seus usuários, temos as seguintes manifestações (como estão grafadas):

Evelyn Sentinella: Lindona e isso aí meus parabéns a vc e a equipe do saema Deus abençõe vocês”

Fabiane Prado: Parabéns Marluce Deus abençoe essa nova etapa da sua vida!!!!
De Camargo Muniz Adriana: Deus da honra aos que são merecedores de honra.Deus abençoe sua vida.

Elizabet Moreira: “Marluce Deus te abençoe sempre

Reveladora, porém, é a que colocamos no olho desta matéria, de autoria de Aldléia Brocanelli.


Ao dizer que “o Saema é do Senhor Jesus”, Aldléia, usando técnicas mais que triviais da imensa maioria dos pastores evangélicos, busca atrair para si – ou, mais precisamente, para a Igreja do Evangelho Quadrangular – a “benesse da concessão da direção” da autarquia para as mãos de uma integrante do grupo.
Daí vem aquela maldita frase: “Deus é fiel”.

E a dizemos maldita por ter sido cunhada por espertalhões como moeda de troca.
Sim, pois, quem tem o dever de fidelidade são os crentes em Deus, não Ele em relação a eles.

Quando alguma desgraça acontece na vida dos evangélicos (e católicos também), seus pastores a atribuem a algum pecado do desgraçado; porém, quando alguma ventura alcança os mesmos, está é creditada ao poder do pastor, do padre e, mais que evidente, à fidelidade do dízimos religiosamente entregues aos espertalhões.

Por vezes gostaríamos de sentir pena dessas pobres almas; entretanto, quando vemos que as mesmas adoram ser enganadas, alijadas das razão, só nos resta dar tempo ao tempo, tendo em mente Eclesiastes 3:1-8.

 

 

 

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