Ja Online

Pode vir, meu filho

ATENÇÃO! Esta página contém linguagem chula, de baixo calão, totalmente imprópria para qualquer idade. O aviso está feito e você continua lendo, certo? Significa, então, que você não tem nenhum direito de reclamar de nada.

 

Major Calado

Outro dia estava vendo o Matheus Ceará contando seus “causos” para o Cazalberto, sendo que num deles falou do avô (figura sempre presente), que o avisou para não frequentar o puteiro da cidade, pois lá veria coisas que não gostaria de ver. Evidente que não ouviu o avô e pintou na famosa casa da luz vermelha na porta. Entrou, viu uma porção de mulheres nuas, umas dançando, outras nos colos de homens velhos e barrigudos, dentre ele o próprio…pai! Aí o Cazalberto, ainda não ligado no politicamente correto, disse: “Pô, ainda bem que não encontrou a sua mãe, né?”. Matheus riu e confirmou que ela não estava lá, mas que tinha ocorrido com ele, uma semana depois da visita, um episódio muito interessante. Ligado por demais no avô e não o encontrando, ligou para a avó para perguntar se poderia ir ao puteiro e dela ouviu a seguinte resposta: Sim, meu filho, claro. Pode vir!

 

Padre Inácio

Sigo descatolicado.
Apesar de me criticarem pela decisão de me descatolicar, assim continuo. Não é possível ter um Papa que se condói com os pedófilos e não faz uma oração pelas vítimas. Tampouco é animador ver as beatas daqui passando a mão na cabeça dos abusadores, especialmente na do Batatinha, xará do meu pai, mormente sendo ele responsável pela Basílica Nossa Senhora do Patrocínio que, pasmem suas corocas de almas sujas, carrega o Menino Jesus nos braços. Só mesmo pecadoras e pecadores de uma vida inteira que, agora, no apagar das velas de uma trajetória repleta de erros, podem admitir uma coisa assim. O grande jornalista Cacau Menezes, crítico de todos os abusos dos religiosos (católicos, evangélicos e espíritas), lembrou a frase dita por Sean Connery, interpretando Guilherme Baskerville em O nome da Rosa: “Nem todas as verdades são para todos os ouvidos, nem todas as falsidades são reconhecidas como tais pelas almas piedosas”, Aqui, porém, não temos tais almas.
Pax Vobiscum!

 

Ucíndico

O que tem de gente que pensa que Deus é um velhinho bonzinho, sempre pronto a ajudar as pessoas, vocês não fazem ideia. Ou fazem, pois devem fazer parte do grupo que sempre diz: “Vá com Deus” ou “Fique com Deus”, nénão? Pois então eu vou decepcionar todos vocês. Vejam, vamos lá atrás, quando não tinha nada (embora ninguém saiba explicar o que que era esse nada, pois, tinha Deus e se não tinha nada, Ele ficava aonde?). Continuando, Ele criou a Terra e até hoje ninguém diz quem é que criou os outros planetas e galáxias, mas, tudo bem. Seguindo, depois de criar tudo, Deus criou Adão e, como diz o pastor Cláudio, ele era um sujeito felizão, aprumadão, valorizadão. Não tinha nada que lhe enchesse o saco. Deus, porém, achou que aquela felicidade era muito grande e que se Adão não tinha problema, deveria arrumar alguns pra ele, um tipo assim de passatempo, sabe? Aí – e é o pastor Claudio quem diz – Deus falou: Adão, vá dormir que Eu vou dar uma ajeitada nas suas costelas. Viram no que deu?

 

Seratriz

A moça feia, pobre e a fada com os três pedidos, conhecem? Eu conto. Ela era as duas coisas ali de cima e aí lhe apareceu uma fada que lhe possibilitou três pedidos.
O primeiro, é claro, foi o de ser a mulher mais linda do mundo e…plim! Pronto, lá estava ela pra lá de Miss Universo. O segundo foi o de ser a primeira mulher pentalionária, com fortuna calculada em euros (nada de dólares, pois seria coisa de pobre) e… plim! O mundo todo ficou abismado, pois ela possuía mais dinheiro do que todos os países existentes. Aí a fada lhe disse para pensar bem, pois teria apenas mais um pedido e não poderia mudá-lo de jeito nenhum. Um vez feito, fim de papo. Ela pensou, repensou e tripensou, até que olhou para o seu cão magrelo e feio, companheiro de uma vida inteira de miséria, mas que a esquentava no frio e a alegrava no calor. Fiel companheiro que jamais a havia traído e pediu: eu quero que você o transforme no homem mais lindo e desejado do mundo e… plim! O cão virou um deus grego, mil vezes mais lindo que Narciso. Ele a olhou e disse: Naaassa, que luuxo! Moral da história: nunca castre o seu cão!

 

Davi Adão

Odeio quando meus irmãos (o padre Inácio e o Bispo Vroca) me enchem meu saco (que
ainda tenho, graças aos céus), dizendo que a viadagem está proibida na Bíblia. O Vroca é o mais feroz, pois sendo evangélico, já teve época em que aventurou-se no mundo da “Cura Gay”. Desistiu depois que um bonitão ficou no pé dele (e quase no piupiu) por meses a fio. Já o Inácio é mais pacífico (talvez porque 99,9% dos padres tenham uma vontade louca de agasalhar o croquete em lugar de comer uma esfiha. Mas ele diz que não há nenhuma passagem na Bíblia que diga que ser homossexual não é pecado. Pelo contrário. Diz que Deus condena (sei lá em qual capítulo e versículo) que um homem use o outro como se mulher fosse. Até acredito. Mas isso deve estar no Velho Testamento (não tenho certeza) quando o mundo era bem diferente. Bem por isso, outro dia, diante tanta amolação, peguei a Bíblia e encontrei: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” — Atos 20:35. Vocês precisavam ver a cara dos dois. Obrigado, Senhor!

 

Bispo Vroca

Minhas fiélas e meus fiélos, eu ouvi amém? Amém! Está lá, em Hebreus 13:4: “O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros.” E tem aquela outra passagem em Rochas 154:1024, 15ª edição “A boca fala, o curiango paga”. Sim, pois, eu conheço pastores que pulam a cerca mais do que cavalos loucos, pastoras que mandam matar o marido que, antes de ser marido era filho e depois de filho tinha sido candidato a genro (putaria romana), assim como conheço padres que abusam de crianças, outros que gastam o dinheiro da igreja para dar boa vida ao amante, fora aquele que disse só os viados seram infectados pelo coronavírus e foi parar no hospital com a… Covid-19. Tem um outro que batia na mulher, que deixou uma filha gaga de tanto surrá-la e hoje tem uma filha lésbica e os outros três divorciados. Como diz o Rocha “Ar alho, será que esse povo todo não vai parar de mentir nunca”. Eu, de minha parte, sigo solteiro e fiel à coleta dos dízimos. Aleluia,uia, uia.

 

Tadeu Trauma

AChina empestou com o mundo com essa Covid-19 e disse ter um pouco mais de 4 mil vítimas fatais (fichinha para ela, que desaparece com milhares de outras vítimas à base de bala na nuca, cujo valor é cobrado das famílias sem a menor cerimônia e sem nenhuma explicação sobre os supostos crimes que teriam cometido), testou a sua vacina aqui nos brasileiros, comprou os direitos de fabricação da vacina da Astrazeneca, para ser fabricada pela Shenzhen Kangtai Biological Products, a meu ver, apenas para inglês ver, pois os criadores do Flango Flito já têm o antídoto de há muito. E sabem qual o nome dele, ou seja, do remédio que ela está dando para os chineses desde fevereiro passado? É minhas caras e meus caros: cloroquina! Não acreditam em mim, né? Vocês são todos filhotes da Globolixo e dos petralhas, agindo como se fossem os três macacos sábios nominados pelos japoneses como Mizaru, Kikazaru e Iwazaru (ou seja, o que cobre os olhos, o que tapa os ouvidos e o que tampa a boca), para uma lavagem cerebral (igual aquela que os católicos e evangélicos fazem em seus adeptos), ou seja, “não veja o mal”; “não ouça o mal” e “não fale o mal”. Porém, tapando os olhos para o fato de que a China acaba de confessar que está tratando os seus infectados com Cloroquina, vocês não param para perguntar aos sabichões daqui e de lá, o seguinte: com qual medicamento vocês estão tratando as milhões de pessoas que superaram a doença? Chá de boldo? Whisky com guaraná? Reza brava na encruzilhada? Ah, façam-me o favor. Outro dia eu ouvi o secretário da Saúde Itacil Zurita (que já foi contaminado e curou-se) dizendo de um médico daqui que adotou a cloroquina, azitromicina e sulfato de zinco e foi parar na UTI. Sim, doutor, e aonde está ele agora? Mortinho ou vivinho?

 

Eva Gina

Até em razão do isolamento social importo pela pandemia, ficamos para introspectivos. E mesmo dentro de casa, com poucos, quase nenhum, contatos com os seres da nossa espécie, nossa opção sexual é tema obrigatório em nove de dez conversas. Deus do céu, eu não fico perguntando para os héteros se eles transam todos os dias, uma vez por semana ou por mês ou ano, muito menos se usam brinquedinhos eróticos em suas relações. Não quero saber se o bilim do José é bilão ou se o do João é finim (como dizem os mineiros), muito menos se as mulheres continuam fingindo orgasmos, dores de cabeça ou se ainda enganam seus maridos, namoridos, amantes ou pegantes com um belo frasco de óleo Johnson, sempre escondido na gaveta do criado-mudo. Põ, pessoal, dá um tempo. Nós temos piriris, lombrigas, frieiras, berebas, escarlatina, só a bailarina é que não tem. Estou mentindo, meu caro Chico?

 

 

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