Ja Online

Quadradinho de 8

ATENÇÃO! Esta página contém linguagem chula, de baixo calão, totalmente imprópria para qualquer idade. O aviso está feito e você continua lendo, certo? Significa, então, que você não tem nenhum direito de reclamar de nada.

 

Major Calado

– Major, recebi um vídeo que mostra uma menina, de no máximo 16 anos, mas com corpo de mulher de 20, comum shortinho enfiado no rego da bunda, uma blusinha que mal cobria os peitos, os dois de biquinhos durinhos, durinhos, cercada por um montão de outras meninas, todas da mesma idade, se tanto, no meio de uma quadra de basquete, futebol de salão, voley, sei lá, dançando ao som de uma música tipo pancadão, cuja letra não dizia nada com nada, rebolando feito louca. ora mexendo uma banda da bunda, ora mexendo a outra banda e, de repente, as duas bandas juntas, que mais parecia ligada naqueles aparelhos da Fastshop, com correia em volta da cintura, tremendo tudo, imitando alguém praticando aquela coisa que chamam de prancha (paga 10, paga 20). O que você acha? Ele estava querendo ou não estava querendo? – Claro, Gonça. Estava querendo mostrar que havia ensaiado bastante para incentivar o pessoal a se exercitar, pois é bom pra saúde.

 

Padre Inácio

Sigo descatolicado.
Apesar de me criticarem pela decisão de me descatolicar, assim continuo. Não é possível ter um Papa que se condói com os pedófilos e não faz uma oração pelas vítimas. Tampouco é animador ver as beatas daqui passando a mão na cabeça dos abusadores, especialmente na do Batatinha, xará do meu pai, mormente sendo ele responsável pela Basílica Nossa Senhora do Patrocínio que, pasmem suas corocas de almas sujas, carrega o Menino Jesus nos braços. Só mesmo pecadoras e pecadores de uma vida inteira que, agora, no apagar das velas de uma trajetória repleta de erros, podem admitir uma coisa assim. O grande jornalista Cacau Menezes, crítico de todos os abusos dos religiosos (católicos, evangélicos e espíritas), lembrou a frase dita por Sean Connery, interpretando Guilherme Baskerville em O nome da Rosa: “Nem todas as verdades são para todos os ouvidos, nem todas as falsidades são reconhecidas como tais pelas almas piedosas”, Aqui, porém, não temos tais almas.
Pax Vobiscum!

 

Ucíndico

Eu vou revelar hoje um dos maiores segredos, guardado a sete chaves, desde a criação do mundo. Portanto, se você é uma
pessoa fraca, tem problemas cardíacos ou não suporta a verdade, pare de ler o meu quadrado agora mesmo. Aviso: se continuar, as consequências serão por sua conta e risco, talokey? Vamos lá. Quando Deus criou Adão, estava sozinho, tranquilo, com tempo e aí, com muita paciência, costurou o saco escrotal do Seu primeiro filho humano. Aliás, vocês já viram a simetria dos pontos existentes no tal saco? Um juntinho do outro, iguais, nem um milímetro pra lá, nem um milímetro pra casa. Uma verdadeira obra de arte, digna de Paul Poiret, Yves Saint Laurent, Cristobal Balenciaga, Givenchy, um Pucci. Aí, foi a vez de Deus criar a mulher que, como todos sabem, não tem saco. E por que não tem? Porque na hora da costura ela achou que Deus era lerdo, não enfiava a linha na agulha, que bastava uns ponticos. E aí tirou-Lhe a agulha e linha e fez um alinhavo. Deu no que deu. Esgarça fácil.

 

Seratriz

A moça feia, pobre e a fada com os três pedidos, conhecem? Eu conto. Ela era as duas coisas ali de cima e aí lhe apareceu uma fada que lhe possibilitou três pedidos.
O primeiro, é claro, foi o de ser a mulher mais linda do mundo e…plim! Pronto, lá estava ela pra lá de Miss Universo. O segundo foi o de ser a primeira mulher pentalionária, com fortuna calculada em euros (nada de dólares, pois seria coisa de pobre) e… plim! O mundo todo ficou abismado, pois ela possuía mais dinheiro do que todos os países existentes. Aí a fada lhe disse para pensar bem, pois teria apenas mais um pedido e não poderia mudá-lo de jeito nenhum. Um vez feito, fim de papo. Ela pensou, repensou e tripensou, até que olhou para o seu cão magrelo e feio, companheiro de uma vida inteira de miséria, mas que a esquentava no frio e a alegrava no calor. Fiel companheiro que jamais a havia traído e pediu: eu quero que você o transforme no homem mais lindo e desejado do mundo e… plim! O cão virou um deus grego, mil vezes mais lindo que Narciso. Ele a olhou e disse: Naaassa, que luuxo! Moral da história: nunca castre o seu cão!

 

Davi Adão

Quando você é gay, não dá para misturar idiomas. Por exemplo, chinês com inglês, é desilusão na certa. E não estou dizendo isso em razão da briga do Xi Jinping com o Trump, não, de jeito nenhum. Falo de estar entretido, numa transa sensacional, e, de repente, olhar para a TV que passava um filme pornô e ler uma frase ou uma palavra brochadora. Vejam, não estou dizendo daquelas frases: “Mamãe está te vendo” ou “Quem diria, hein?”. Não vou tão longe assim. Na verdade, no meio de um rala e rola, não dá para ler uma frase inteira, pois, quando muito, naquela abrida d’olhos, a gente só vê mesmo duas palavras, exagero, vê apenas uma. E foi o que aconteceu comigo ontem. Imaginem vocês, com essa pandemia toda, a gente arruma um bofe saradão, põe pra dentro de casa, o vê fazendo um strip para mostrar o deus grego que é, e pensa: “Hoje é todo meu, só meu”. Imaginaram? Pois é. Foi assim. Aliás, era para ser assim. Lembram da mistura dos idiomas? Então, eu ali, na posição, olho para TV e leio: Kuwait! Chorei.

 

Bispo Vroca

Minhas fiélas e meus fiélos, eu ouvi amém? Amém! Está lá, em Hebreus 13:4: “O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros.” E tem aquela outra passagem em Rochas 154:1024, 15ª edição “A boca fala, o curiango paga”. Sim, pois, eu conheço pastores que pulam a cerca mais do que cavalos loucos, pastoras que mandam matar o marido que, antes de ser marido era filho e depois de filho tinha sido candidato a genro (putaria romana), assim como conheço padres que abusam de crianças, outros que gastam o dinheiro da igreja para dar boa vida ao amante, fora aquele que disse só os viados seram infectados pelo coronavírus e foi parar no hospital com a… Covid-19. Tem um outro que batia na mulher, que deixou uma filha gaga de tanto surrá-la e hoje tem uma filha lésbica e os outros três divorciados. Como diz o Rocha “Ar alho, será que esse povo todo não vai parar de mentir nunca”. Eu, de minha parte, sigo solteiro e fiel à coleta dos dízimos. Aleluia,uia, uia.

 

Tadeu Trauma

AChina empestou com o mundo com essa Covid-19 e disse ter um pouco mais de 4 mil vítimas fatais (fichinha para ela, que desaparece com milhares de outras vítimas à base de bala na nuca, cujo valor é cobrado das famílias sem a menor cerimônia e sem nenhuma explicação sobre os supostos crimes que teriam cometido), testou a sua vacina aqui nos brasileiros, comprou os direitos de fabricação da vacina da Astrazeneca, para ser fabricada pela Shenzhen Kangtai Biological Products, a meu ver, apenas para inglês ver, pois os criadores do Flango Flito já têm o antídoto de há muito. E sabem qual o nome dele, ou seja, do remédio que ela está dando para os chineses desde fevereiro passado? É minhas caras e meus caros: cloroquina! Não acreditam em mim, né? Vocês são todos filhotes da Globolixo e dos petralhas, agindo como se fossem os três macacos sábios nominados pelos japoneses como Mizaru, Kikazaru e Iwazaru (ou seja, o que cobre os olhos, o que tapa os ouvidos e o que tampa a boca), para uma lavagem cerebral (igual aquela que os católicos e evangélicos fazem em seus adeptos), ou seja, “não veja o mal”; “não ouça o mal” e “não fale o mal”. Porém, tapando os olhos para o fato de que a China acaba de confessar que está tratando os seus infectados com Cloroquina, vocês não param para perguntar aos sabichões daqui e de lá, o seguinte: com qual medicamento vocês estão tratando as milhões de pessoas que superaram a doença? Chá de boldo? Whisky com guaraná? Reza brava na encruzilhada? Ah, façam-me o favor. Outro dia eu ouvi o secretário da Saúde Itacil Zurita (que já foi contaminado e curou-se) dizendo de um médico daqui que adotou a cloroquina, azitromicina e sulfato de zinco e foi parar na UTI. Sim, doutor, e aonde está ele agora? Mortinho ou vivinho?

 

Eva Gina

Até em razão do isolamento social importo pela pandemia, ficamos para introspectivos. E mesmo dentro de casa, com poucos, quase nenhum, contatos com os seres da nossa espécie, nossa opção sexual é tema obrigatório em nove de dez conversas. Deus do céu, eu não fico perguntando para os héteros se eles transam todos os dias, uma vez por semana ou por mês ou ano, muito menos se usam brinquedinhos eróticos em suas relações. Não quero saber se o bilim do José é bilão ou se o do João é finim (como dizem os mineiros), muito menos se as mulheres continuam fingindo orgasmos, dores de cabeça ou se ainda enganam seus maridos, namoridos, amantes ou pegantes com um belo frasco de óleo Johnson, sempre escondido na gaveta do criado-mudo. Põ, pessoal, dá um tempo. Nós temos piriris, lombrigas, frieiras, berebas, escarlatina, só a bailarina é que não tem. Estou mentindo, meu caro Chico?

 

 

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