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Um salto ao futuro

Araras avança para a fase amarela do Plano SP e abre comércio, academia,
cabeleireiro e restaurantes a partir deste sábado

Araras passou à fase amarela do Plano São Paulo, com medidas mais flexíveis para o combate ao novo coronavírus (Sars-CoV-2), causador da covid-19.

Com isso, comércio, bares, restaurantes, salões de cabeleireiros, barbeiros e academias de ginástica podem abrir a partir deste sábado (8), com limite de público, restrições de horário e protocolos de higiene.

Essa é a primeira vez que a cidade avança para a etapa 3 do Governo Estadual.

A reclassificação foi anunciada nesta sexta-feira (7) pelo governador João Doria e vale para as 26 cidades que fazem parte da DRS-10 de Piracicaba – Araras está entre esses municípios.

A mudança foi definida após o monitoramento de índices de saúde nas últimas semanas e constatação de redução na taxa de ocupação de leitos na UTI, internações e óbitos.

A região, que já tinha chegado até a fase laranja, retornou à vermelha – a mais restrita de todas – no dia 17 de julho e permanecia nela até então.

Agora, a regional de Piracicaba avançou diretamente para a amarela, junto de outras oito regiões reclassificadas nesta semana.

De acordo com o Governo do Estado, novas mudanças podem ser feitas a qualquer momento, se houver piora nos índices de saúde.

O cumprimento da medida estadual é fiscalizado nas cidades pelo Ministério Público local.

Como vai funcionar

Cada atividade comercial deve seguir regras específicas, definidas no Plano SP, para evitar riscos de contaminação pelo vírus.

Para todas, no entanto, é permitido o atendimento ao público por até seis horas e obrigatório o uso de máscara, disponibilização de álcool em gel e respeito às regras de distanciamento social.

Comércio, prestadores de serviço, salões de beleza, barbearias e similares podem funcionar com até 40% da capacidade total de atendimento.

Bares, restaurantes e similares também estão autorizados a funcionar com essa mesma limitação na capacidade, mas utilizando apenas espaços ao ar livre ou áreas arejadas e consumo no local até as 17h.

Já academias de ginástica e centros esportivos podem funcionar com até 30% da capacidade total apenas para aulas e práticas individuais, com agendamento prévio e hora marcada.

Aulas e práticas em grupo estão proibidas neste momento.

O descumprimento da lei está sujeito a punições e multa aos infratores.

Denúncias podem ser feitas junto à Guarda Civil Municipal pelos telefones 153 e 3543-1532.

Veja o que muda a partir deste sábado (8)*:

Comércio essencial
(supermercados, açougues, postos de combustíveis, oficinas, etc.)

Pode funcionar todos os dias da semana, no horário previsto no respectivo alvará

Comércio não essencial
(lojas de roupas, calçados, móveis, etc)

Pode funcionar neste sábado (8), das 9h às 15h, e de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h, com capacidade reduzida a 40% do total.

Bares, restaurantes e similares
Permitido consumo apenas em espaços ao ar livre ou áreas arejadas até as 17h, com funcionamento por seis horas e capacidade reduzida a 40% do total.

Prestadores de serviço e atividades religiosas
Permitido funcionamento por seis horas e capacidade reduzida a 40% do total.

Academias de ginástica, clubes e centros esportivos
Permitidas apenas aulas e práticas individuais, com agendamento prévio e hora marcada. Funcionamento por seis horas, com capacidade reduzida a 30% do total

Salões de beleza, barbearia e similares
Permitido o funcionamento por seis horas, com capacidade reduzida a 40% do total.

*é obrigatório o uso de máscara, disponibilização de álcool em gel, adoção de protocolos de higiene e respeito às regras de distanciamento social.
Secom/Prefeitura de Araras

 

A bobagem da testagem em massa

Em nossa edição do dia 12 de julho, página dez, dissemos exatamente o seguinte:
“Tem sido voz corrente nos últimos dias, que os governos precisam testar a população para saber quantas pessoas já foram ou estão contaminadas pelo coronavírus.

A Rede Globo, por exemplo, em seu “Jornal Funeral”, não passa um dia sem criticar o presidente Bolsonaro por não haver decretado a obrigatoriedade da testagem em massa, por intermédio daqueles kits usados em drive-thrus ou em tendas e quiosques espalhados pelo país.

Tal grita, porém, só faz a alegria dos fabricantes das geringonças que, na verdade, apresentam margem de erro superior a 60%.

Teste para valer, mesmo, tem que ser o RT-PCR (“padrão ouro”) e, mesmo assim, apresenta-se eficaz apenas de três a quatro dias após contágio, vez que, antes disso, geralmente apresenta um resultado falso-negativo (a pessoa está infectada, mas o exame não acusa a presença do vírus).

Tem mais: o mesmo falso-negativo pode aparecer em uma pessoa que já foi infectada e mostrou-se assintomática (não apresentou nenhum indício de que esteve contaminada), quando testada três semanas depois que o vírus já foi eliminado pelo próprio organismo.

Como se vê, o novo coronavírus é tão complicado, que a testagem em massa é dar milho pra bode, a menos que se queira tabular a quantidade de pessoas a ele expostas.

Em casos tais usa-se aqueles de farmácia, que são a galinha dos ovos de ouro dos fabricantes, pois custam uma nota preta, e servem apenas para dizer se a pessoa teve contato recente com alguém contaminado (IgM) ou se tal contato se deu há mais de 14 dias (IgG).

Sua utilidade, quando muito, é dizer aos médicos e, hoje em dia, aos governantes, que o sujeito teve contato com o vírus. O resto, é conversa de laboratorista (aquela pessoa que trabalha para grandes laboratórios e visita regularmente os médicos para deixar uma porção de amostras grátis de algo que ela jura que cura de frieira à caspa, e o médico que não gosta de estudar sai receitando à granel).

Aliás, quantos de nós já não vimos um montão de gente tomando Dienpax (que até ganhou a música “Alto e Baixos”, de autoria de Sueli Costa e Aldir Blanc, cantada por Elis Regina, no trecho que diz: “Já vão tarde essas tardes e mais tuas aulas Meu táxi, whisky, Dietil, Dienpax”), cujo princípio ativo é o Diazepam, depois veio o Bromazepam, o Clobazam, Clorazepam, Estazolam e assim por diante, até o dia em que chegará um propagandista bem falante divulgando o Parãpampam, que ele jurará ser uma droga milagrosa que faz nascer cabelo, aumentar os seios, o pênis, a altura e de quebra promoverá a perda de peso, e um montão de médicos receitarão o dito cujo, não é mesmo?

Volto então a usar a primorosa frase da vereadora Deise Olímpio: “O que que nós sabemos de Covid? O que é que o mundo entende de Covid? Absolutamente nada!”. (Pena que depois disso ela apresentou um projeto de lei sobre aferição de temperatura, que está para ser votado e é de uma ilogicidade ímpar, tanto que objeto de crítica nossa nesta edição).

Então, fiquem atentos: testagem em massa serve apenas para enriquecer os espertalhões.
Assim, enquanto não aparecer uma vacina eficaz contra essa praga chinesa, os testes devem ser feitos apenas em pessoas que apresentarem três ou mais sintomas da doença, de preferência no início deles e em hospitais ou clínicas especializadas.

De resto, é dar milho pra bode.”.

Reza o ditado que “O pior cego é aquele que não quer ver” e o Felipe mostra-se igual.
Não vê que se não houver um poderosa infraestrutura para cuidar dos contaminados e até mesmo dos supostamente contaminados, se estará jogando dinheiro fora e desinformando a todos.

Apenas para que reflita, que imagine, então, uma pessoa com teste positivo, levada ao isolamento familiar, em casa habitada por cinco pessoas, acomodadas em quarto/cozinha/banheiro. Qual será o resultado, vereador?

 

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